Entenda o que é a União Europeia

Nos últimos dias muito se falou sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. Mas você sabe o que é União Europeia e sua importância? Quais são as consequências destas mudanças?

A União Europeia é um bloco social, politico e econômico formado por 28 países da Europa – Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Tcheca, Reino Unido, Romênia e Suécia – com o objetivo de: promover uma unidade política e econômica; melhorar as condições de livre comércio entre os países membros; melhorar as condições de vida e trabalho dos cidadão europeus; reduzir as desigualdades entre as regiões; fomentar o desenvolvimento dos países em fase de crescimento; e proporcionar um ambiente de harmonia e equilíbrio.

O bloco é baseado em uma série de tratados, que tem o poder estabelecer e implementar metas políticas gerais através de instituições legais – Parlamento Europeu, o Conselho da União Europeia, a Comissão Europeia, o Conselho Europeu, o Banco Central Europeu, o Tribunal de Justiça da União Europeia e o Tribunal de Contas Europeu – além de aprovar legislações.

Em 1999 foi criada a Zona Euro para designar os países que adotaram o euro como moeda única, facilitando e fortalecendo o comércio entre os países além de propiciar a formação de grandes empresas europeias que emergiram a partir da junção de muitas empresas de diferentes países. O dólar ainda é a moeda mais importante do mundo, mas perdeu um pouco de sua centralidade já que atualmente 19 países fazem parte da Zona Euro.

A UE é a maior economia do mundo, representa 20% do PIB mundial, é a maior exportadora de bens e serviços do mundo, além de ser um dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos e China.

No dia 23 de junho de 2016 um plebiscito determinou que o Reino Unido deveria deixar a UE.

A crise dos refugiados culminou uma grande inquietação em muitos cidadãos britânicos reforçada por membros da direita política, que tinha como principal argumento que os imigrantes prejudicariam cada vez mais a identidade nacional, cultural e que ainda; estes poderiam gerar problemas sociais como desemprego além de outras complicações que não poderiam ser controladas.

A campanha para a saída da UE foi intensa e massiva, fazendo com que a confiança e popularidade do então primeiro-ministro David Cameron – vitorioso de uma eleição geral e dois referendos nos últimos 10 anos – fosse colocada à prova.

Mesmo com o alerta de diversos especialistas sobre o enfraquecimento da economia, muitos cidadãos afirmam que não sentiam que compartilhavam dos reais benefícios econômicos proporcionados pelo bloco, e também por acharem que o Reino Unido por representar a maior força da UE, poderia facilmente caminhar sozinho. Apesar de arruinar sua relação de livre comércio com os países membro da UE, a saída do país poderia abrir um caminho de relações comerciais mais livres com outros países fora do bloco.

O efeito da votação causou grande estabilidade no mercado financeiro mundial. Algumas bolsas da Europa caíram mais de 12%, o FTSEurofirst 300 que reúne as principais  ações do continente caiu 6,65%. A moeda britânica sofreu queda de 10% e até o Euro caiu.

A força do bloco está baseada em três pilares: Reino Unido, Alemanha e França, e a subtração de um deles pode gerar uma desestabilização. Além disto, esta brecha pode despertar questionamentos em outros membros da união. Há boatos que Holanda e França podem votar sobre a permanência ou não na UE, resultando em um enfraquecimento ainda maior impactando diversos países em todo o globo.

Os brasileiros que vivem no Reino Unido não precisam ficar em pânico já que qualquer mudança deve ser feita de forma gradual.

Se o isolamento da UE for concluído, novas regras devem ser estabelecidas pela legislação nacional britânica. A ideia é substituir as regras de livre circulação por um sistema de pontos e cotas mais rígido, assim os imigrantes iriam acumulando pontos com o critérios que forem preenchendo e seriam aceitos em vagas disponíveis nas diferentes categorias de cotas. Já existe um programa com esta finalidade, que na opinião de muitos é pouco efetivo.

Estamos em um momento de incertezas e especulações, pois é impossível afirmar o que pode acontecer sem a conclusão do processo, que ainda deve demorar. Muita água ainda deve rolar, já que a Escócia – que em sua maioria votou para a permanência no bloco – declarou guerra ao resultado das urnas.

Quem pretende fazer uma super viagem pela Europa, não precisa ter medo, nem mudar de planos, mas precisa estudar idiomas com bastante determinação para não passar nenhum sufoco no exterior, não é?

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